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Algo sobre a erva Artemisia Absinthium…

Planta perene bastante folhosa, com caules eretos e folhas penatipartidas alternas. Toda a planta está coberta de penugem cinzenta-prateada. Os caules terminam em panículas de capítulos amarelos. Os frutos são aquênios. O absinto cresce na Europa, Ásia e África, em locais secos, entre as associações herbáceas, como erva daninha. É utilizada desde a Antiguidade para tratar perturbações digestivas.

Colhe-se o caule com folhas, que é cortado a cerca de trinta centímetros do cimo do caule. Arrancam-se ao mesmo tempo as folhas da roseta e do resto do caule. A principal substância ativa é um óleo essencial que contém tuiona e tuiol, um suco amargo, a absintina, ácidos orgânicos e taninos. As partes ativas são muito amargas. São utilizadas em tratamentos internos, quer puras quer misturadas, para estimular o apetite, a secreção dos sucos gástricos e da bílis, contra as cólicas intestinais e os parasitas intestinais (como estomáquico, amargo e colagogo). Prepara-se uma infusão à razão de uma ou duas colheres de café de caules cortados por chávena de água ou consome-se diretamente o pó na dose de um grama três vezes por dia. A decocção de absinto é utilizada em gargarejos e compressas sobre as contusões. O caule fresco permite isolar o óleo essencial que entra na composição de uma tintura para aliviar as cãibras. Um consumo prolongado, sobretudo de bebidas alcoólicas à base de absinto, provoca habituação que se manifesta por cãibras, perdas de conhecimento e mesmo perturbações nervosas irreparáveis.

Por Cândido Ruiz

Aproveitando o ensejo… lhes oferto um drink ;)

Je via sano! (A vossa saude em Esperanto)

Dita Von Teese - The Absinthe Glass

Esperanta Klubo Jules Verne

Está para ser fundado oficialmente o Clube Esperantista Jules Verne e para homenagear publico aqui um texto que fala sobre a relação de Julio Verne com o Esperanto e alguns videos interessantes sobre este autor.

Aspecto desconhecido de Jules Verne

(André Panchaud)

O centenário da morte de Julio Verne (1828-1905) foi marcado por abundantes trabalhos e artigos obre o autor e sua obra. Aparentemente tudo foi dito a respeito do tema. O que de novo ou não publicado se pode ainda descobrir?
[1]

Embora seja campo inexplorado, o qual nenhum intérprete da obra verniana tenha estimado digna de evocar pela memoria. O Autor de “Viagens Extraordinarias” (Voyages extraordinaires) sempre sonhou com uma sociedade ideal constituída de cidadãos responsáveis e prudentes, e uma humanidade mais culta e justa, posicionando-se mais zelosamente a respeito de seu destino sem a ajuda de algum deus ou providencia humana. Esta humanidade – para poder viver mais harmoniosamente – deve possuir recursos universais de comunicação, uma língua comum.

Jules Verne estava convicto que uma lingua construida universal poderia ser viavel. Ele aludiu isto em “20.000 leguas submarinas” (Vingt mille lieues sous les mers). A equipe do Nautilus consistia de pessoas de diversas nações: Espanhois, turcos, arabes, hindianos, capazes de intercomunicar-se somente por um “idioma estranho, unico e absolutamente incompreensivel“. Tratava-se de uma linguagem conhecida apenas por eles, uma lingua inventada, a qual não puderam compreender os ‘hospedes’ embarcados contra a vontade.

“Eis o desagradavel em não se conhecer todas as linguas, observa um dos personagens do romance, ” ou a desvantagem de não se ter apenas uma lingua”.

Foi escrito pelo autor “idioma sonoro, harmonioso, flexivel, o qual possui vogais aparentemente submetidas a acentuação bastante variavel“.

A menção a este idioma repetiu-se uma dezena de vezes na obra. Martela no texto de Jules Verne a alusão a lingua sonore, harmonieuse, flexible”, o qual todo esperantista pode encontrar em muitos livros e textos dedicados a Lingua Internacional: “belsona, harmonia, fleksebla”. Conclusão: a tripulação do Nautilus esprimia-se em esperanto.

Infelizmente este argumente confronta com um importante contra-argumento. 20.000 leguas submarinas publicou-se pela primeira vez na “Revista de educação e recreação (Magasin d’éducation et de récréation) em 1869. Logo dezoito anos antes do aparecimento da tradução francesa da brochura de Zamenhof entitulada “Lingua internacional do Dr. Esperanto” (1887). Em 1869 Jules Verne não poderia saber sobre uma lingua ainda não existente. Poderia tratar-se do Volapük? Também não. O primeiro livro de estudos sobre volapük surgiu somente em 1880. Alias as qualificações de “sonora, harmoniosa, flexivel” não convém à deselegante e complicada linguagem do padre alemão Schleyer.

Aqui manifestou-se anacronismo, o qual podemos logicamente atribuir a posterior rearranjo do texto original durante as reedições.

Todos sabem que Jules Verne teve paixão pela Lingua Internacional. Sua sobrinha, senhorita Allotte de la Fuÿe, atesta sobre isto em sua correspondencia: - “Jules Verne é partidario do esperanto. Ele intenta dedicar um volume a este tema e opina que a chave da lingua humana perdida na torre de Babel deve estar forjada artificialmente”.

Em 1903 tornou-se membro de um grupo esperantista na cidade de Amiens onde morava o escritor. Jules Verne aderiu prontamente. Ali ele tinha dois amigos: Charles Tassencourt, o presidente, e Joseph Delfour, famoso esperantista. Ambos propuseram a presidencia honoraria ao romancista, o que ele aceitou favoravelmente. Em todo caso ele prometeu compor um romance louvando os meritos do esperanto.

Ele manteve sua promesa. Porém devido a doença, cansaço, um pouco de surdez e cegueira ele não pode terminar a obra. Até a sua morte (24 de março de 1905) ele havia escrito somente os quatro primeiros capitulos. É interesante atentar para alguns ditos colocados na boca de personagens do conto.

O esperanto é uma língua simples, flexível e harmoniosa, útil tanto para uma prosa elegante como para inspirados poemas. É capaz de expressar todos os pensamentos e os mais delicados sentimentos da alma. É a língua internacional ideal. A principal idéia para esta formação é a eleição dos radicais proporcionalmente as suas internacionalidades, estes foram eleitos conforme segundo votos internacionais”- Jules Verne

E o autor escreveu que O estudo do esperanto de forma alguma apresenta dificuldades para a pronuncia ou a memoria. Todos aprendem-no como respiram….

Este ultimo trabalho, intituladoViagem de Estudo› (Voyage d’étude) [2], é a ultima obra sobre a qual trabalhou meu pai”, escreveu seu filho Michel em 30 de abril de 1905. Até a morte do escritor o mais rudimentar esboço consistia de quatro capítulos mais o começo do quinto. O Tema do conto a aventura de uma missão colonial na Africa. Um dos temas deveria ser o esperanto.

Michel Verne retomou o manuscrito de seu pai para redigi-lo “A Estonteante aventura da missão Barsac (L’étonnante aventure de la mission Barsac). Ele empreendeu um verdadeiro arremedo do «Viagem de estudo» condensando os primeiros quatros capítulos em um só e não respeitando o local e data os transladando do Congo francês a Guiné. Por outro lado seu romance, O qual finalizado consistia de 15 capítulos, trata somente sobre colonialismo excluindo todas as alusões ao esperanto. Estes fatos Charles-Noël Martin não julgou serem dignos de menção no prefácio da “ A Estonteante aventura da missão Barsac[3].

Foi o destino de Jules Verne que ele morresse somente 5 meses antes do 1º Congresso Internacional de Esperanto organizado em Bolonha de 5 á 13 de agosto de 1905. A celebração do centenario deste evento evidenciou a vitalidade desta lingua, a qual o autor de “Viagens Extraordinarias” considerou -”O Mais seguro, o mais rapido veículo da civilização”.

O atual acesso à Internet torna possível aprender sobre uma língua viva que, até agora, uma conspiração silenciosa na história tinha tentado sufocar.

Ao antever o belo futuro prometido ao esperanto, única lingua verdadeiramente universal, Jules Verne enxergou certo.

[1] Do Francês “Trait d’Union”, nº 166, dec. 2005, p. 19-21, traduzido por R. Schneller e isto apareceu em esperanto em «SES informas», 3/2006, p. 25.

[2] Publicou-se no “Bulletin de la Société Jules Verne”, nº98, segundo trimestre 1991.

[3] Editions Rencontre, Lausanne, 1971.

El Enigma Verne

Visionários:

Uma boa dica para quem quizer saber mais é este livro.

Por Cândido Ruiz

Um sabor amargo na boca…

Absinthe Green Fairy Silk Corset

As vezes logo quando se acorda há um gosto amargo em nossas bocas, as vezes após um beijo acompanhado de uma mordida, ou um desprazer acompanhado de um punho cerrado… um pouco de sangue deixa aquele gosto meio amargo, meio salgado, bastante doce… impressões difíceis de serem esquecidas.

Absinthe Lips (lip balm)

O Absinto é conhecido pelo seu gosto amargo, penetrante e marcante. Algumas pessoas o definem como “algo forte demais” ou “muito alcoólico” e se esquecem de que ele deve ser diluído. Quando a agua fresca goteja sobre o absinto um aroma suave e persistente se espalha, o liquido verde escuro e translucido dá lugar a a um liquido pálido e leitoso.

Fridge Magnet - Absinthe

O Verdadeiro sabor do absinto é algo entre este amargor que deve ser suave porem penetrante, aromas suaves e persistentes, e não deve ter tomado puro jamais… afinal quem quer ter a língua entumecida e dormente antes de ter a chance de sentir o verdadeiro sabor da bebida?

Absinthe Green Sweet Little Flower Earrings

O Absinto recorrentemente tem sido utilizado como inspiração por diversos artistas e artífices em geral, até mesmo em perfumes, clipes musicais e na moda.

Buy One Get One Free - The Youth She Once Possessed  (reproduction print)

Estou curioso para saber qual o sabor do seu absinto, comente, escreva, proteste!

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